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Tem lugares onde nem as letras se atrevem a chegar.
Fendas no espaço que a palavra não alcança, buracos onde a queda termina de baixo pra cima.
E luas que não vemos, ou o céu azul, nú, por onde viaja o sol.
Ou a felicidade que transborda feito a nuvem quando chora ou o silêncio quando canta em notas desconhecidas.
Ou a saudade quando estica, estica e estica mas nunca arrebenta.
Existem mensagens no ar e infinitos atrás das janelas e dos espelhos: dos espelhos porque repartem a alma. Das janelas, porque libertam o olhar.
E o sorriso em forma de paisagem, a arte do normal, a mais simples e bela arte, porque está ao alcance de todos.
Ou a música, ah! A música.. Que quando tudo falta, traz a primavera e o amor em forma de sussurro ou berra doente de loucura, e então, tudo sobra.
Ou o toque, o toque sem tocar. O toque da troca de olhares, que existe sem contato e traduz a magia do ser pela distância.
Ou o chão que nos circula, ou o infinito com seus muros, sim, porque existem muros alem dos que se vê, distantes de tudo mas presentes em tudo.
Ou o cheiro, que viaja pelos poros da alma e troca de roupa quando cansa.
Ou quem tem o mundo nas mãos e bate palma.
Ou quem tem as mãos amarradas, a boca amordaçada, e mesmo assim produz estrelas, porque sabe que é com os pés que se caminha.
Ou o pó daquilo que não podemos ver, que fala e que ouve, sempre varrido para debaixo dos tapetes voadores de cada um.
Ou talvez, o segredo da mágica que não se tira da cartola e mora nos palhaços que se pintam de cinza e fazem até as pedras gargalharem.
E a poesia que se vê dentro de cada um, cansada, mas sempre pronta pra acordar em espasmos como se fosse feita de choques.
Porque é isso que somos, pedaços de poesia que caminham e que cantam, e a luz que nos reflete é a prova de que somos.
E a vida é o abraço mais longo de todos.
(BG;)
Ou a felicidade que transborda feito a nuvem quando chora, ou o silêncio
quando canta em notas desconhecidas.
Ou a saudade quando estica, e estica, e estica, mas nunca arrebenta.
Existem mensagens no ar, e infinitos atrás das janelas e dos espelhos: dos espelhos, pq repartem
a alma. Das janelas, pq libertam o olhar.
E o sorriso em forma de paisagem, a arte do normal, a mais simples e bela arte, pq está ao alcance de todos.
Ou a música, ah! A música.. Que quando tudo falta, traz a primavera e o amor em forma de sussurro, ou berra
doente de loucura, e então, tudo sobra.
Ou o toque, o toque sem tocar. O toque da troca de olhares, que existe sem contato e traduz a magia do ser
pela distância.
Ou o chão que nos circula, ou o infinito com seus muros, sim, pq existem muros alem dos que se vê, distantes de tudo mas presentes
o tempo todo.
Ou o cheiro, que viaja pelos poros da alma e troca de roupa quando cansa.
Ou quem tem o mundo nas mãos e bate palma.
Ou quem tem as mãos amarradas, a boca amordaçada, e mesmo assim produz estrelas, pq sabe que é com os pés que se caminha.
Ou o pó daquilo que não podemos ver, que fala e que ouve, sempre varrido para debaixo dos tapetes voadores de cada um.
Ou talvez, o segredo da magica que não se tira da cartola, e mora nos palhaços que se pintam de cinza
e fazem até as pedras gargalharem.
E a poesia que se vê dentro de cada um, cansada, mas sempre pronta pra acordar em espamos, como se fosse feita de choques.
Pq é isso que somos, pedaços de poesia que caminham e que cantam, e a luz que nos reflete é a prova de que somos. E a vida
é o abraço mais longo de todos.