No meu campo de visão, embaçada
Vejo lâmpadas em reflexo
Iluminam a cavalgada
Dessa tropa de ideias sem nexo
Uma sala lotada
Que cala novamente
A já calada da noite
Me tens junto às copas
Das árvores
Dos bares
Do naipe nos baralhos
Reflito, junto à janela
Nos traços do meu rosto
Lágrimas ou chuva
Que no vidro pinta aquarela
Bolichos, recintos
Relinchos, relances
No meu campo da visão
Corre livre meu olhar, e descansa.





POETA!
Por: semionato em 25 setembro, 2011
às 3:55 am