Publicado por: contudo | 22 Outubro, 2009

3. subpensares

“Well, it’s been a long time, long time now”

"(...) fileiras organizadas circularmente (...)"

"(...) fileiras organizadas circularmente (...)"

Um passo após o outro. Por entre plantas rasteiras e luminárias de luz fraca. Mochila em um dos ombros, fones no ouvido. O ladrilhado leva a dois caminhos, de uma mesma capela colorida e redonda.

Mas prefiro entrar na porta que se abre a minha frente. Ao fundo, som de flauta. Esse som faz jus ao nome de “flauta doce”. Três colunas de bancos, enfileiradas poética e circularmente da mesma forma da estrutura.

A frente dos bancos, um altar. E nele, uma Cruz. Carrega minhas indiferenças.

Sento em um dos bancos almofadados. Recolho as pernas. A flauta silencia.

Pessoas gritam lá fora, lembrando que o mundo não parou de girar quando entrei naquela atmosfera leve. O tempo não para nunca. Mas eu paro, pra pensar.

Quando vou embora, não olho pra trás. Tenho certeza, amanhã voltarei.

Apenas para pensar, sobre o pensar.


Respostas

  1. que lindo! realmente, que lugar leve!

  2. Lindo seu texto!
    Queria que aqui em Carazinho tivesse uma capela da Ulbra.
    Certamente eu iria pra lá pra fugir do mundo e “Apenas para pensar, sobre o pensar.”

    Beeijos, Lucas

  3. Pense… pense.

  4. bah! a capela da ulbra!
    eu vou me casar aí! :D

  5. Você e a Lorena mantém este blog vivo e completo…
    Parabéns Lucas!

  6. nunca vi nada igual :T

  7. As vezes é necessário parar e simplesmente pensar.


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