Publicado por: contudo | 14 Outubro, 2009

Da Princesa ao Bobo da Corte

Já vimos o clamor desesperado de um Bobo da Corte, para que a sua princesa voltasse à razão:

http://contudo.wordpress.com/2008/10/24/do-bobo-da-corte-a-realeza/

Pois que agora ela responde…

Sim, querido, falhei e não podia. Desisti e não deveria. Você que só quer me ver sorrir, sabe o quanto sofri, mas não merece passar a amargura raquítica que passou meu coração.

Aquele que um dia disse belas palavras me prometeu o amor, para longe foi sem nem mesmo causar temor, só o ódio, por me fazer acreditar que seria mais feliz do que um dia fui ao seu lado, caro amigo.

E agora, olho ao longe no horizonte, o sol se põe, se esconde contra a terra, para reaparecer amanhã do outro lado. E disso posso ter certeza? Brilhará novamente em minha vida, ou me abandonará na escuridão?

Nem as dúvidas me restavam mais, só me restou o seu clamor, para que voltasse a ser e sorrir, a pensar e sentir. E o que me adiantava chorar ou sentir ódio. Agora eu lhe ouço, caro amigo. Agora me lembrou a mim, sou princesa.

Voltei, graças a você, caro amigo, para quaisquer um mero bobo da corte. Para mim um bobo, mas nunca um tolo. Aliás, se és um bobo, que sou eu?

Não mais haverá injustiça, sou real, nem nada com o coração; ele é vital, bate e espalha amor. O amor faz com que percamos a razão. Mas sem amor, qual a razão da vida?


Respostas

  1. de boba essa princesa não tem nada, ela só que amor verdadeiro.

  2. “O amor faz com que percamos a razão. Mas sem amor, qual a razão da vida?”

    falou e disse :)

  3. poxa, que bonito isso


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